When you wish upon a star
A NBC vai exibir um episódio de The West Wing ao vivo. Está marcado para ir ao ar no dia 6 de novembro e mostra o debate entre os dois candidatos à presidência dos EUA - Matt Santos, democrata, e Arnold Vinick, republicano. O que vão fazer com o presidente Bartlet depois? Não quero ficar sem ele, nem sem o Leo, nem sem o Josh! A Warner ainda não divulgou quando vai exibir esse episódio mas pelas minhas contas faltam uns cinco para acabar a reprise que está no ar.
As novas temporadas de Desperate Houisewives e Grey’s Anatomy já estrearam mas só devem chegar em dezembro no Sony (que deveria se chamar A Sony). A segunda temporada de Lost também não chega tão cedo por aqui, ainda faltam dezessete episódios para acabar a season 1. Mas ok, pra mim todos os episódios são inéditos!
Tudo isso porque lembrei de Grey’s Anatomy: "See, once in a while, once in a blue moon, people will surprise you. Once in a while people may even take your breath away. That's what you have to believe."
Alanis
Who am I to be blue / Look at my family and fortune / Look at my friends and my house
Who am I to feel deadend / Who am I to feel spent / Look at my health and my money
And where do I go to feel good / Why do I still look outside me / when clearly I've seen it won't work
Is it my calling to keep on when I'm unable / And is it my job to be selfless extraordinary
Why do I feel so ungrateful / Me who is far beyond survival / Me who see life as an oyster
Prozac
Bom é saber que algumas coisas nunca mudam. É ficar até as três da manhã rindo do Almanaque dos Anos 80, é decidir comemorar com quem realmente importa e perceber que é tanta gente, é ver tanta gente nova demonstrando tanto carinho, é ver tanta gente velha que não perdeu o carinho com o tempo, é ver tanta gente velha gostando de tanta gente nova. Bom é cheiro de lírio, é livro novo pra filosofar em grupo, é presente customizado "com uma cara bem romântica"! Bom é festa surpresa, é acordar ao som de parabéns, é perceber que você é melhor aos 27 do que aos 21. Bom é ver o tempo passando com tanta coisa boa pra lembrar, é ver o tempo correndo e ter tanto pra realizar. Bom é conseguir parar o dia pra escrever bobagem, é roupa nova no armário, é noite estrelada depois de tanta chuva. Bom é foto de família, é inside joke, bom é dar bronca sorrindo em quem você sabe que nunca vai crescer. Bom é scrap no Orkut, é cachorro de gravata, é ter um ateliê dentro de casa.Bom é ver todo mundo chegando, é ver a festa começar, é já saber quem vai ficar quando terminar. Bom é ver que algumas coisas equivalem a vinte gramas de fluoxetina e a única contra-indicação é a ressaca no dia seguinte.
Bom é conseguir de novo fazer um texto assim.
so this is Xmas
Ontem os flutuadores que sustentam a árvore foram levados para a Lagoa. Hoje começa a montagem.
Machu Picchu e as histórias interrompíveis - parte 1
Dani no fun apareceu nos comentários, que emoção! Esta é uma versão 2.0 de hacemos cualquier negocio porque, como diriam meus companheiros da última viagem, a Espanha já foi esquadrinhada! Agora penso em Machu Picchu.
No Festival até agora só vi os blockbusters e desconfio que se Noiva Cadáver não fosse “De Tim Burton” não teriam aplaudido no final, passaria por um filme legal da Disney. Kiss Kiss Bang Bang diverte, tem Robert Downey Jr e Marky Mark em bons papéis, e tive uma agradável surpresa com Os Reis de Dogtown, apesar dos fãs preferirem o documentário. O filme é da mesma diretora de Aos Treze e, para quem não viu esse, recomendo.
Revi Dogville dia desses e fiquei com saudade daquela sensação de ver um filme e sair diferente do cinema, sentir que alguma coisa mudou. Quanto tempo eu passei obcecada por Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças! Cadê esses filmes? Não vi Manderlay ainda, nem nenhum dos aclamados, mas não ouvi ninguém empolgado com nada a ponto de comparar com estréias de outros festivais.
Machu Picchu e as histórias interrompíveis - parte 2
Já que os filmes não me deixaram inquieta, parto pros seminários. Eles perderam o charme depois da mudança de endereço, ir ao Copacabana Palace era sempre um prazer extra, mas assisti a um painel sobre novas janelas e ouvi coisas perturbadoras. Download de traillers para celular, popularização do wap, features para personalização de aparelhos e desenvolvimento de novos conteúdos. Já se pode ver os gols do campeonato, em breve o resumo das novelas, mais um pouco séries próprias para os mobiles, e essas histórias devem ser curtas e interrompíveis a qualquer momento porque a pessoa não vai estar sem fazer nada assistindo ao celular, vai estar aproveitando uma brecha de tempo no caminho pro trabalho, numa sala de espera, em um intervalo qualquer. A vida anda corrida então o negócio é otimizar o tempo. Em duas horas de debate meu telefone tocou cinco vezes, perdi boas idéias quando queria estar focada no que estava sendo dito mas não pude porque estava virtualmente no escritório resolvendo problemas “inadiáveis”. Estamos criando uma sociedade com déficit de atenção?
Para não ficar um post-Bíblia, vou colocar rápido uma questão que apareceu: existem diversas novas formas de seduzir principalmente crianças e adolescentes para o consumo de novos filmes, séries e jogos que eles absorvem cada vez mais rápido e descartavelmente. Alguém já pensou em transpor isso para a sala de aula? O ensino da matemática está ficando lento e desinteressante comparado às digimutações dos Yu-Gi-Ohs. Meu filho vai ler Dom Casmurro em pdf?
As ruínas de Machu Picchu só ficaram conhecidas em 1911 e a há pouco tempo a Universidade de Kioto descobriu que o solo da cidadela se move um centímetro por mês em direção ao abismo. Se eu não for logo, não vai dar tempo!
Just because
Mario Sergio Conti ao ser convidado a fazer um blog: "Fiquei horrorizado. Meio sem graça, disse ao colega que blog não era a minha. Não saberia fazer um porque o que menos quero na vida é ficar ligado em permanência num fluxo alucinado de verborragia. Mas meu horror não vem só disso. O que há nesses blogs de exibicionismo, de violência verbal, de opinionismo sem fundamento, de gratuidade, numa palavra, de asneira, é algo assustador. Chega a ser pior que ter cinqüenta canais na televisão." Perfeito! Sou viciada em verborragia desde Felicity, opinião sobre tudo é comigo mesmo e quanto a ter cinquenta canais de televisão... cinquenta? Realmente, é muito pouco. Atualmente tenho uns cem e muitas vezes não tenho o que assistir. A existência de Johnnie está se fundamentando cada vez mais!