A malandragem tá ligada em você
Desde ontem estou engasgada com a entrevista do Seu Jorge no JB.

“Fiquei desgostoso, e para morar no Rio não volto. Não tem cultura, não tem poesia, não tem violão na rua, é triste. O Rio é chopinho e papo furado, pizzaria Guanabara e Baixo Gávea, e todo mundo batendo palma pro pôr-do-sol. Aquela gente é inerte. Se eu fico lá fico igual. O Rio é o foco da luxúria.”

Seu Jorge nasceu numa casinha de um cômodo em Belford Roxo. Aos 10 anos começou a trabalhar como borracheiro para comprar fiado o pão de cada dia. Foi relojoeiro, marceneiro, office-boy até que teve dois irmãos assassinados. Foi para a rua, vagou durante três anos sem ter onde morar até que conheceu Gabriel Moura e em 98 criou o Farofa Carioca. Com Cidade de Deus ganhou reconhecimento internacional. Nos últimos dois anos lançou Cru no exterior e filmou A vida marinha de Steve Zissou, Casa de areia e desde então tem feito shows. Lisboa, Londres... Hoje mora em SP. São Gonça, clássico do Farofa, mudou: hoje à tarde a Marginal engarrafou. “Os caras no Rio vão ficar fulos...”.
Fula eu fico quando uma bala de fuzil atravessa o vidro blindado do prédio onde trabalho, passa por uma apostila de papel e pára no meio da madeira de uma das baias com vista pro morro do Fogueteiro.
A matéria acaba assim: Por mais que ganhe o mundo, Seu Jorge ainda mantém o discurso conectado com a infância pobre no Gogó da Ema. “Eu tive que sair de lá. Essa é a doença social sobre a qual fala Cidade de Deus e o mundo inteiro quer ouvir. Não sou panfletário, minha música fala de amor e alegria, mas às vezes a gente tem que fazer manifesto. Não sou artista: sou trabalhador”.
Agora eu tenho que chegar em casa viva e explicar aos meus pais que não aconteceu nada comigo. O interessante é alguém reclamar da inércia do carioca e a providência que a pessoa toma é comprar uma casa em Pinheiros. Vai, Seu Jorge, tocar sãmba em Sãmpa. Por aqui, que merda a gente vai fazer?
Simplesmente assim

Os dias que eu me vejo só são dias
Que eu me encontro mais e mesmo assim
Eu sei também existe alguém pra me libertar

Hoje a blogueira está wondering... e o Camelo ajuda.

Ótima e merecida a viagem para os que vão. Grandes descobertas "Notting Hill" para os que ficam (wondering!).

Seattle here I come

Confesso, que ainda prefiro O casamento do meu melhor amigo. Vi 3 vezes só no cinema quando lançou em Seattle e agora que eu volto pra lá, quero outro tão bom quanto, quero que a Mari me ligue no domingo e diga que chega na segunda, quero comprar calça de borracha na GAP como se fosse a coisa mais cool e devolver no dia seguinte, quero spa day, mexican girls, sorvete do sturbucks e lasanha.

Quero rir muito pensando que "If you can shake it, you can make it".

E quero que vocês duas estejam lá comigo pros inside jokes de depois.... Enfim, vou vomprar uma câmera digital (finalmente, fui seduzida) e trago fotos pra mandar por email e não mais vermos no Seu Martin.

Top Ten
10 razões que me fazem ver Notting Hill todas as vezes em que o Telecine reprisa:

A ironia de Ana Scott – apesar das más línguas dizerem que a Julia Roberts nem precisou interpretar
O diálogo sobre o quadro do Chagall: “It feels like how being in love should be”.
Elvis Costello cantando She
Whoopsidaisies
British accent
Spike
Surreal but nice
I’m just a girl standing in front of a boy asking him to love her
História contada sob o ponto de vista masculino. Para quem precisa de um argumento racionalmente embasado: diferente da esmagadora maioria das comédias românticas, aqui o protagonista é um homem!
Não consigo escolher o décimo item, poderia escrever “indefinitely”!

War Lord ou Lord of the War?

Pergunta fácil: Quantas vezes você assistiu "Notting Hill" nas últimas 32 horas nas variações do Telecine?

Eu assisti 7 vezes, sem contar com aquelas pela metade.. não é muito.

Então o referendo tá chegando e as salas de "Senhor das Armas" lotando. Será que isso vai influenciar o veredicto? Eu digo que dependerá do olhar inocente do observador ignorante, que chega cedo no cinema e não deixa um lugar pra mim. Tive que sentar no chão (dang!) mas mesmo com a bunda quadrada, voto NÃO. Desci do muro e assumi posição. E isso foi mais fácil que desvendar os mistérios da vida de blogueira do UOL. Caetano que me desculpe.




[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL , Sudeste , Mulher

 
Visitante número: