Express Yourself
Pesquisadores italianos concluíram que a paixão tem data de validade: um ano. A partir daí, vai pouco a pouco se esvaindo. A substância química que causa a "taquicardia do bem" chama-se neurotrofina. A prima recém-descoberta da endorfina é o que provoca as sensações de nervosismo, palpitação, euforia e dependência dos inícios de namoro. Ou das relações platônicas, mas aí acrescentam-se lágrimas que não têm a ver com a proteína, apesar de parte da culpa ser dela.
Para os já desesperançados, um dos coordenadores do estudo explica que a descoberta não significa que as pessoas deixam de estar apaixonadas, apenas que não sentem mais um "amor agudo" (palavras do italiano). Já imaginou viver apaixonado por anos? Aquela paixão do início, psicótica, que faz flutuar, deixa a boca seca, a concentração falha? Ou a pessoa morreria de infarto ou viraria epilética.
Seria lindo pensar que é possível sentir butterflies mesmo depois de anos de casamento, mas não precisa ser pesquisador para saber que isso muda. Não sei se em um ano, mas em algum momento transforma-se em outra coisa, ou em coisa nenhuma. Aí, depois de um tempo, começa-se tudo de novo.
A questão é por que queremos nos apaixonar se pode durar tão pouco e ser tão doloroso? Porque leva a propagação da espécie, porque somos carentes desde que fomos arrancados do útero de nossas mães, por condicionamento cultural... Ou por que enquanto dura feels fucking good?*
O que não pode mudar nem mesmo depois das bodas de ouro é o conselho da Madonna: You don't need diamond rings or eighteen karat gold / What you need is a big strong hand to lift you to your higher ground / Make you feel like a queen on a throne / Make him love you till you can't come down / You deserve the best in life / So if the time isn't right then move on…

*O Espelho Tem Duas Faces
Feliz Natal




[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL , Sudeste , Mulher

 
Visitante número: