Braços cruzados na Guanabara
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Extraordinary people, parabéns

Há um ano eu sentava na frente do computador pela primeira vez para publicar idéias sem ter alguma de como seria isso, e muito menos pensando que hoje estaria aqui comemorando. Cantava “it's your show now, so what's it going to be?”, e nunca parei para responder. Seu Martin se criou sozinho à medida que ia sendo escrito dia-a-dia, sem grandes planos ou pretensões. Não é que eu gostei disso? O que não mudou é que ainda tendo dúvidas sobre o lay-out e a certeza de um endereço absofuckinlutely perfeito.

 

Há mais ou menos um ano, Seu Jorge trocava o Rio por São Paulo e eu criticava o motivo - "Fiquei desgostoso. O Rio é chopinho e papo furado, pizzaria Guanabara e Baixo Gávea, e todo mundo batendo palma pro pôr-do-sol. Aquela gente é inerte”, ele dizia. Estavam no auge a CPI e as denúncias envolvendo o Lula. Hoje, a 15 dias das eleições, vemos praticamente reeleitos o clã Garotinho e o presidente que não deveria nem ter condições morais para se candidatar. Aqui na terra ainda estão jogando futebol, tem muito samba, muito choro e rock'n'roll, uns dias chove, noutros dias bate sol...

 

De lá para cá, se as pesquisas estavam certas, Machu Picchu andou 12 centímetros em direção ao abismo e eu ainda não fui lá. Nesse tempo expus crises de medo de falhar na minha essência e estragar a minha existência com trapalhadas e incompetência, cantei mais em prosa do que em verso relações e sensações sobre banalidades e assuntos de vida ou morte, escancarei histórias de pessoas que não foram mera coincidência, subi no palanque tribuneiro para ganhar tanta gente e agora, olhando para trás, vejo que a campanha Keep Walking foi uma bela inspiração. Mas descobri que, lá como cá, não mostramos pessoas comuns cuja determinação fez com que tivessem vidas extraordinárias. Mostramos pessoas extraordinárias, porque todas tiveram coragem de give it a shot. E ninguém disse que seria fácil (nem que seria tão difícil).

 

Por entre fotos e nomes, os olhos cheios de cores, o peito cheio de amores vãos eu vou continuar, por que não? Então a gente combina assim – eu continuo transformando tudo em palavras e você continua passando aqui quando tiver um tempo para trocar uma idéia. Pode ser? É bom. Não porque falamos na mesma freqüência ou cantamos no mesmo tom, porque estar aqui independe de tempestade ou sol de janeiro, porque alguns temas deixam a boca seca sem ressaca e param o relógio. É porque “você precisa acreditar que once in a while alguém pode tirar o seu fôlego e despertar alguma emoção". Bom é ter sempre encontrado inspiração, seus olhos, e saber que algumas coisas nunca mudam, que outras sempre mudam, e que algumas ainda podem mudar. Bom é conseguir, depois de um ano, continuar fazendo textos assim. Muitos aplausos para quem parou de escrever para si mesma e criou um blog e para quem me dá tanta atenção.

 

Johnnie Walker há anos têm sido consumido em momentos essenciais de nossas vidas, momentos do nosso próprio progresso pessoal. Tim-tim! À vocês 3 ou 4 que me acompanham desde o começo, e à vocês 3 ou 4 que se juntaram à nós no caminho. Obrigada!

 

A frase do bolo - Life is like riding a bicycle. To keep your balance you must keep moving (Einstein)



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